terça-feira, 11 de outubro de 2011

Guarda o que é teu e segue...

Quisera eu ir embora, sem deixar nenhuma porta aberta. Ando lentamente, contando as pedras do caminho, contabilizando sonhos e sorrisos, mas algo teima em tentar impedir meu triunfo. Entramos sem ônus na vida das pessoas, e vamos adquirindo-os ao longo da insistência dos nossos dias ao lado delas. Amar deixa de ser belo aos olhos alheios e, no meu caso, julgado por terceiros, parece piada sem graça, humor americano.
A culpa é sua no final de tudo. Culpa por ter se deixado conquistar, por ter se entregado, por amar demais por muito tempo. Seu sentimento se virou contra você, mas de uma maneira terceirizada.

Que culpa temos nós de termos chegado primeiro e construído nossa casinha na colina, sobre as rochas! É humilde, é pacata, é pequena, mas é aconchegante e pacífica, seus cômodos são espaçosos e arejados. Pena que não é bonita nem mister da arquitetura moderna. Só isso!
Que culpa tenho eu de ter chegado bem antes aqui? De ter amado sem nada em troca? De ter esperado um pouco que fosse? De ter chorado noites a fio com o medo da perda? Que queria apenas a companhia, o zelo, e a tão reivindicada "consideração"!
Todos nós temos histórias pra contar, todos nós temos alegrias pra lembrar, temos amor pra sentir, amizade pra brincar e músicas para ouvir.
Onde erramos? No sentimento, na luta, na espera? Por que a afronta desmedida? Por que o desespero gravado em todos os lugares? Por que a guerra declarada? A intriga, infâmia alastrada, jogada ao vento? Seria puro desconforto? Puro desleixo? Medo?

Espera! Não se alastre! Apenas espere! Aprenda a colher os frutos que plantas todos os dias! Só uma coisa garanto positivamente a ti: Se plantares ódio e perseguição, ficarás sozinho na luta!

Fico eu no meu cantinho, sorrindo com os meus... esperando algo que venha de Deus, merecidamente! Não me desmantelo em busca de algo que nem sei de quem é! Senta-te e espera! O que é teu virá até mesmo com o vento!

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